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CHOVE EM SÃO PAULO – CARTA DO CACIQUE SEATTLE AO PRESIDENTE DOS ESTADOS UNIDOS EM 1855

chuva cacique seatle

Hoje chove em São Paulo. Uma cena que, há alguns anos atrás era corriqueira, passava despercebido por todos, ou melhor, só se percebia a chuva pelos transtornos que ela causava como engarrafamentos, enchentes, entre outros.

Há muito tempo atrás também se alertava em relação as alterações que estávamos causando nas condições climáticas. Muitos não acreditavam, ou se acreditavam, achavam que nunca iria sofrer as consequências disso, que só afetaria outros. Isso é muito comum no pensamento humano, sempre achamos que o problema vai acontecer com outro, é assim com o fumante em relação ao cigarro e ao câncer, com o cidadão que consome álcool e dirige seu veículo achando que ele nunca vai se acidentar, como o pedestre que atravessa a rua teclando no celular e nunca será atropelado, enfim, é assim que é!

Tem uma frase atribuída ao Greenpeace que gosto bastante:

“Quando a última árvore tiver caído, quando o último rio tiver secado, quando o último peixe for pescado, vocês vão entender que dinheiro não se come!”

Todos pensam que a última árvore só vai cair daqui 100 anos, o rio vai secar daqui 150 anos e até morrer teremos peixe para comer. Agora temos certeza que isso está muito mais próximo de nós do que imaginamos, certo? Não temos água suficiente para o consumo em São Paulo!

Ou todos nós entendemos e aceitamos o que está ocorrendo para que possamos tomar as providências necessárias e consigamos diminuir o d´água, ou todos nós sofreremos graves consequências.

Sem água não é possível haver vida, as doenças e a desidratação mataria toda a população privada do seu consumo!

Tem uma carta que o cacique Seattle, da tribo Suquamish, do Estado de Washington, enviou ao presidente dos Estados Unidos, Francis Pierce, em 1855, depois do Governo haver dado a entender que pretendia comprar o território ocupado por aqueles índios. Faz mais de um século e meio. Mas o desabafo do cacique tem uma incrível atualidade. Logo abaixo segue a transcrição da carta. Espero que gostem!

Muito obrigado!

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“O grande chefe de Washington mandou dizer que quer comprar a nossa terra. O grande chefe assegurou-nos também da sua amizade e benevolência. Isto é gentil de sua parte, pois sabemos que ele não necessita da nossa amizade. Nós vamos pensar na sua oferta, pois sabemos que se não o fizermos, o homem branco virá com armas e tomará a nossa terra. O grande chefe de Washington pode acreditar no que o chefe Seattle diz com a mesma certeza com que nossos irmãos brancos podem confiar na mudança das estações do ano. Minha palavra é como as estrelas, elas não empalidecem.

Como pode-se comprar ou vender o céu, o calor da terra? Tal idéia é estranha. Nós não somos donos da pureza do ar ou do brilho da água. Como pode então comprá-los de nós? Decidimos apenas sobre as coisas do nosso tempo. Toda esta terra é sagrada para o meu povo. Cada folha reluzente, todas as praias de areia, cada véu de neblina nas florestas escuras, cada clareira e todos os insetos a zumbir são sagrados nas tradições e na crença do meu povo.

Sabemos que o homem branco não compreende o nosso modo de viver. Para ele um torrão de terra é igual ao outro. Porque ele é um estranho, que vem de noite e rouba da terra tudo quanto necessita. A terra não é sua irmã, nem sua amiga, e depois de exaurí-la ele vai embora. Deixa para trás o túmulo de seu pai sem remorsos. Rouba a terra de seus filhos, nada respeita. Esquece os antepassados e os direitos dos filhos. Sua ganância empobrece a terra e deixa atrás de si os desertos. Suas cidades são um tormento para os olhos do homem vermelho, mas talvez seja assim por ser o homem vermelho um selvagem que nada compreende.

Não se pode encontrar paz nas cidades do homem branco. Nem lugar onde se possa ouvir o desabrochar da folhagem na primavera ou o zunir das asas dos insetos. Talvez por ser um selvagem que nada entende, o barulho das cidades é terrível para os meus ouvidos. E que espécie de vida é aquela em que o homem não pode ouvir a voz do corvo noturno ou a conversa dos sapos no brejo à noite? Um índio prefere o suave sussurro do vento sobre o espelho d’água e o próprio cheiro do vento, purificado pela chuva do meio-dia e com aroma de pinho. O ar é precioso para o homem vermelho, porque todos os seres vivos respiram o mesmo ar, animais, árvores, homens. Não parece que o homem branco se importe com o ar que respira. Como um moribundo, ele é insensível ao mau cheiro
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Se eu me decidir a aceitar, imporei uma condição: o homem branco deve tratar os animais como se fossem seus irmãos. Sou um selvagem e não compreendo que possa ser de outra forma. Vi milhares de bisões apodrecendo nas pradarias abandonados pelo homem branco que os abatia a tiros disparados do trem. Sou um selvagem e não compreendo como um fumegante cavalo de ferro possa ser mais valioso que um bisão, que nós, peles vermelhas matamos apenas para sustentar a nossa própria vida. O que é o homem sem os animais? Se todos os animais acabassem os homens morreriam de solidão espiritual, porque tudo quanto acontece aos animais pode também afetar os homens. Tudo quanto fere a terra, fere também os filhos da terra.

Os nossos filhos viram os pais humilhados na derrota. Os nossos guerreiros sucumbem sob o peso da vergonha. E depois da derrota passam o tempo em ócio e envenenam seu corpo com alimentos adocicados e bebidas ardentes. Não tem grande importância onde passaremos os nossos últimos dias. Eles não são muitos. Mais algumas horas ou até mesmo alguns invernos e nenhum dos filhos das grandes tribos que viveram nestas terras ou que tem vagueado em pequenos bandos pelos bosques, sobrará para chorar, sobre os túmulos, um povo que um dia foi tão poderoso e cheio de confiança como o nosso.

De uma coisa sabemos, que o homem branco talvez venha a um dia descobrir: o nosso Deus é o mesmo Deus. Julga, talvez, que pode ser dono Dele da mesma maneira como deseja possuir a nossa terra. Mas não pode. Ele é Deus de todos. E quer bem da mesma maneira ao homem vermelho como ao branco. A terra é amada por Ele. Causar dano à terra é demonstrar desprezo pelo Criador. O homem branco também vai desaparecer, talvez mais depressa do que as outras raças. Continua sujando a sua própria cama e há de morrer, uma noite, sufocado nos seus próprios dejetos. Depois de abatido o último bisão e domados todos os cavalos selvagens, quando as matas misteriosas federem à gente, quando as colinas escarpadas se encherem de fios que falam, onde ficarão então os sertões? Terão acabado. E as águias? Terão ido embora. Restará dar adeus à andorinha da torre e à caça; o fim da vida e o começo pela luta pela sobrevivência.

Talvez compreendêssemos com que sonha o homem branco se soubéssemos quais as esperanças transmite a seus filhos nas longas noites de inverno, quais visões do futuro oferecem para que possam ser formados os desejos do dia de amanhã. Mas nós somos selvagens. Os sonhos do homem branco são ocultos para nós. E por serem ocultos temos que escolher o nosso próprio caminho. Se consentirmos na venda é para garantir as reservas que nos prometeste. Lá talvez possamos viver os nossos últimos dias como desejamos. Depois que o último homem vermelho tiver partido e a sua lembrança não passar da sombra de uma nuvem a pairar acima das pradarias, a alma do meu povo continuará a viver nestas florestas e praias, porque nós as amamos como um recém-nascido ama o bater do coração de sua mãe. Se te vendermos a nossa terra, ama-a como nós a amávamos. Protege-a como nós a protegíamos. Nunca esqueça como era a terra quando dela tomou posse. E com toda a sua força, o seu poder, e todo o seu coração, conserva-a para os seus filhos, e ama-a como Deus nos ama a todos. Uma coisa sabemos: o nosso Deus é o mesmo Deus. Esta terra é querida por Ele. Nem mesmo o homem branco pode evitar o nosso destino comum.”

Novo Vírus No Facebook – Veja Se Você Foi Infectado

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Novo vírus no Facebook já infectou milhões de contas. Ele marca várias pessoas do perfil em um vídeo que parece ser interessante. Quando se clica para ver o vídeo o vírus invade seu computador e sua conta e publica mensagens em seu nome marcando seus amigos!

Para se prevenir é simples, não clique em publicações que seus amigos tenham lhe marcado e que pareçam suspeitas. Se for o caso, pergunte ao seu amigo, inbox, se ele marcou você em determinada publicação, se a resposta dele for não, aproveite e avise-o que ele está infectado e indique esse artigo para ele se livrar da praga.

Agora se você já clicou e está infectado, acesse os aplicativos nas configurações do Facebook (configurações =>aplicativos) e exclua todos que estiverem nessa lista e que você não tenha autorizado.

Feito isso é hora de ver se não está com o navegador infectado:

– Firefox => menu principal => complementos e apague qualquer opção que não seja confiável;

– Internet Explorer => ferramentas => gerenciar complementos => ferramentas e extensões e desabilite todas as extensões que lhe parecerem suspeitas;

– Google Chrome => menu => configurações => extensões e avalie se há alguma suspeita para excluí-la.

Não esqueça de mudar constantemente a sua senha das contas de emails e de redes sociais!

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Um abraço e até a próxima…

SERÁ QUE PENA DE MORTE É A MELHOR SOLUÇÃO? – BRASILEIROS EXECUTADOS NA INDONÉSIA

preso trabalhando

Foi executado outro brasileiro condenado à morte por tráfico de drogas na Indonésia.

Não concordo com a pena de morte. Também não acho que a cadeia seja capaz de reformar a personalidade de pessoas para os crimes graves, talvez para os brandos.

Devemos respeitar a soberania de outros países, suas as leis e seus costumes, concordando ou não, apesar de achar que no futuro distante o mundo será uma coisa só, sem fronteiras, perfazendo o término da globalização, ou seja, tudo globalizado.

Sou cristão e acredito que a morte não deva ser causada por nós.

Para esses casos eu sugeriria prisão perpétua em cadeia produtiva, ou seja, cadeias que produzem alimentos, ferramentas, enfim, qualquer forma em que os presos trabalhassem, em carga horária compatível com as leis trabalhistas e que a gestão, seja pelo estado, por parceria público-privada ou qualquer outro modelo, fizesse com que essa estrutura pagasse os custos do presídio e ainda gerasse lucro para a sociedade.

Acredito que assim, ao terminar a vida na cadeia, recluso para não colocar a sociedade em risco, e conduzi-la sempre trabalhando, transformará ao menos sua percepção de que no mundo há de se trabalhar para conseguir sobreviver e que o crime foi uma péssima escolha.

Minha singela opinião.

Abraços!

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Christiano Cony

EI PSIU “GERAÇÃO DE MULHERES QUE FORAM CRIADAS PARA SER TUDO QUE O HOMEM NÃO QUER”, AS PESSOAS NÃO MUDAM?

pessoas mudam

Durante a semana passada vimos uma enxurrada de comentários e compartilhamentos de um texto escrito por uma blogueira do Estadão sobre uma possível geração de mulheres que foram criadas para serem tudo o que um homem não quer. Resumidamente, dizia que as mulheres atuais são muito independentes e que isso as afasta de possíveis pretendentes, pois em sua visão os homens não foram preparados para essa tal mulher.  No fim do texto ela afirma: nós (mulheres) não vamos mudar, então que mude o mundo! Enquanto lia esse texto, lembrava-me de outra frase muito ouvida e dita em nossa sociedade: As pessoas não mudam! Gostaria de saber quem foi o “grande sábio” que profanou uma barbárie dessa e ainda a disseminou por grande parte das mentes atuais. Como podemos não mudar? Vejamos.

Quando nascemos ouvimos alguns sons já conhecidos na vida intrauterina e outros tantos novos. Passamos a nos comunicar através do choro, se sentimos fome choramos, se sentimos dor choramos. Mal conseguimos ficar sentados. Não mastigamos, apenas sugamos e deglutimos o leite materno. Com o passar do tempo, a tonicidade muscular vai aumentando, conseguimos ficar sentados, em breve engatinhamos e tentamos ficar em pé. Nossos pais nos estimulam a andar, segurando nossas mãos. Os dentes começam a nascer, iniciamos a mastigação. Já arriscamos algumas palavras, a comunicação melhora. Logo nos matriculam em uma escola, começamos a nos relacionar com mais pessoas, principalmente da nossa mesma idade. Nossos amigos querem brincar de bola, enquanto nós queremos brincar de esconde-esconde, negociamos, chegamos a um consenso, um ou outro fica irritado e se afasta do grupo, fica sem brincar. Repete essa atitude uma série de vezes, até que percebe que está ficando de fora das brincadeiras e resolve mudar sua atitude, passa a brincar com todos em um determinado momento. Nossa! Quantas mudanças até aqui e olha que ainda nem saímos da infância. Depois chega a pré e a própria adolescência, sutiãs, menstruações, espinhas, orgasmos, atrações sexual e talvez mais de um milhão de mudanças que passamos nessa fase da vida. Chega o pré-vestibular. Eu mesmo durante minha infância e adolescência quis ter várias profissões: cobrador de ônibus, bombeiro e militar. Fui fazer odontologia! Não bastasse fiz pós-graduação em Cirurgia Bucomaxilofacial, depois Mestrado em Ciências, Gestão em Saúde e Gestão Empreendedora. Afe! Que salada, misturei tudo, área de biológicas, humanas e exatas. Lembro-me que durante meu mestrado, muitos diziam que o meu professor orientador era muito bravo e minha resposta era sempre a mesma, só se for com você porque comigo ele sempre foi muito atencioso, simpático e educado. Ouvia de volta: pois é, a idade amoleceu o coração dele. Veja que maravilha, poderia ser isso mesmo! Outro exemplo que vejo muito são pessoas que sofrem um grande problema de saúde, como um câncer ou um trauma, onde ficam entre a vida e a morte. Sempre ouvimos relatos de que essas pessoas mudaram da água para o vinho após o incidente.  São tantas as mudanças pelas quais passamos na vida que talvez não coubessem em um livro.

Fato é que nossa vida nada mais é do que uma grande escola, um grande processo por qual iniciamos antes mesmo de nascer e só paramos quando cerramos os olhos. Isso para quem não acredita em vida após a morte, para mim que acredito o processo de aprendizado e transformação não acaba nunca. Estamos sempre evoluindo, avançando, subindo degrau a degrau, melhorando como seres humanos, melhorando nossas relações com o próximo e com o mundo. Esse é o único papel da vida, não vejo outro. Você vê? E meninas, por favor, não se deixem rotular dessa forma, lembrem-se a vida é dinâmica e não estática, encontrar o meio termo, o equilíbrio, é tudo! Mas isso fica para um futuro post!

Christiano Cony

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Black Blocs, Polícia Militar e o Jornalismo: Um Nó na Cabeça do Cidadão!

Black Blocs

Esse fim de semana jantei com alguns amigos em um momento muito alegre e divertido. Durante o bate-papo, um deles me deixou perplexo ao afirmar, categoricamente, apoiar e achar correto as ações dos Black Blocs em depredar e destruir o patrimônio privado, no caso, agências e caixas eletrônicos do Banco Itaú. Consegui entender um pouco o porquê de algumas pessoas apoiar e outras não os Black Blocs.

Todos os outros assuntos da mesa desapareceram e ficamos, talvez, mais de uma hora debatendo o tema. Entre muitas idas e vindas, foi dito que o banco enriqueceu e se transformou na potencia que é através de corrupção e atos ilícitos. Disse que para isso havia a Justiça, que esse julgamento e veredito não poderiam ser dados por ele, por mim ou por qualquer outro que não tem provas para condenar ou absolver. Que o ato de vandalismo não podia ser defendido, que roubo, furto, assaltado  e violência não poderiam ser vistos como atos corretos, caso assim fosse, ele mesmo, meu amigo, poderia ser vítima da mesma situação, seu carro poderia ser destruído, sua casa invadida, seu patrimônio, que conseguiu criar com muito esforço e trabalho, desmoronar, expondo sua família, seu filho. Aos brados dos rebeldes: destrói o carro dele, vamos por fogo na casa dele, ele comprou isso com o dinheiro dos trabalhadores que foram demitidos das fábricas (ele é engenheiro e trabalha com implantação de software de automação). No final concordamos todos com a barbárie dos atos e que os mesmos devem ser contidos.

Agora pouco vi uma reportagem, em um jornal televisivo de grande audiência, sobre a prisão de dois possíveis integrantes dos Black Blocs. Familiares e advogados dos indivíduos dizendo que eles não têm nada haver com isso, os próprios afirmando que a prisão foi equivocada e o pior, a repórter induzindo os telespectadores a acreditarem que eles são inocentes e que a policia agiu com truculência e de maneira incorreta. Outro dia vi outra reportagem, do mesmo jornal criticando a falta de ação da Policia Militar de São Paulo, no ato de manifestação do MPL (Movimento Passe Livre) que, durante a comemoração de um ano da redução da tarifa de ônibus, destruíram cinco agências bancárias, duas lojas de carros de luxo e um veículo da imprensa. Lembro-me que uma das lideranças do MPL disse que, devido a aproximação da polícia, não conseguiram conter os manifestantes. Ora, ponha-me um nariz de palhaço para acreditar nisso! Veja bem, o mesmo jornal, um dia critica a falta de ação da PM e em outro critica a ação.

Baseado nisso, só posso chegar a uma conclusão: isso é uma estratégia utilizada por parte da imprensa. Cada dia ela defende um lado, um dia defende a PM, no outro os Black Blocs, e assim vai alternando, mantendo-se sempre dos dois lados, em momentos diferentes, dessa forma as pessoas sempre acreditarão em suas reportagens, pois quase sempre se lembrarão da reportagem que vai ao encontro de sua opinião e não o contrário.

Nesse jogo por conseguir manter o telespectador fiel a sua audiência, a cabeça do cidadão vai dando um completo nó, fica difícil discernir os fatos reais, e o principal papel dos jornalistas em informar a sociedade de forma imparcial vai ficando apenas no papel. Veja alguns artigos a seguir do Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros:

Art. 1° – O acesso à informação pública é um direito inerente à condição de vida em sociedade, que não pode ser impedido por nenhum tipo de interesse.

Art. 2° – A divulgação da informação, precisa e correta, é dever dos meios de divulgação pública, independente da natureza de sua propriedade.

Art. 3° – A informação divulgada pelos meios de comunicação pública se pautará pela real ocorrência dos fatos e terá por finalidade o interesse social e coletivo.

Art. 7° – O compromisso fundamental do jornalista é com a verdade dos fatos, e seu trabalho se pauta pela precisa apuração dos acontecimentos e sua correta divulgação.

Claro que isso não é tudo. Há muito mais envolvido na estratégia de limitar o cidadão, de dificultar seu raciocínio, sua capacidade de discernimento. Vamos ficar atentos, sempre que perceber duas posições diferentes no mesmo jornal, na mesma pessoa, no mesmo político, desconfie! Com certeza tem algum interesse escuso por trás de suas palavras.

 

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Forte abraço!

Christiano Cony

 

 

Abertura da Copa do Mundo – Nosso Povo, Nosso Orgulho!

hino copaCreio que quase todos os brasileiros pararam suas atividades rotineiras ontem, para assistir a abertura da Copa do Mundo e o jogo de estreia da Seleção Canarinho.

Todos esperávamos uma cerimônia de abertura em grande estilo. Se há algumas coisas que o Brasil se sobressai em relação ao resto do mundo são festa e futebol. Muitos podem ver isso como um defeito, um problema, mas creio que não. Acho, realmente, que a alegria e boa energia do nosso povo geram essas grandezas em nosso país. Vimos uma cerimônia muito aquém da nossa capacidade, uma festa “meio murcha”, com poucos bailarinos compondo as coreografias. Quando as câmeras abriam o ângulo, nos trazendo as imagens como as que os espectadores presentes no estádio viam, víamos muito espaço vazio, nos trazendo um aspecto de “feito nas coxas”. Qualquer carnavalesco faria uma festa maravilhosa para os quatro cantos do mundo curtir e elogiar.

O ponta pé inicial que foi, ou deveria ser, o mais emocionante de todas as Copas do Mundo ficou ofuscado. A FIFA não permitiu que déssemos a importância devida a grandeza do projeto, cedeu apenas 29 segundos para que Juliano Dias, paraplégico, entrasse em campo e executasse o chute e, pela complexidade da situação, acabou saindo como vimos. “Ninguém fez uma demonstração em 29 segundos de robótica. Isso não existe em lugar nenhum do mundo. Foi um esforço dramático de todas essas pessoas que estão aqui. E nós realizamos em 16.” Desabafou o gigante brasileiro Dr. Miguel Nicolelis que desenvolveu o equipamento e permitiu que um paraplégico chutasse uma bola!

O show final da abertura contou com mais uma gigante brasileira. Cláudia Leite levantou o Brasil com seu entusiasmo e alegria e, dessa vez, ofuscou os músicos estrangeiros que inclusive, titubearam em abandonar o compromisso com o evento dias antes, como se o Brasil não fosse digno deles.

A ausência do discurso oficial de abertura, sempre realizado pelo chefe de estado e pelo presidente da FIFA, também surpreendeu a nós e ao mundo. Mesmo que a presidente, por questões políticas, optasse por não discursar, seu substituto, o vice-presidente Michel Temer, ou o substituto do substituto, o presidente da Câmara dos Deputados Henrique Eduardo Alves deveria fazê-lo. Outro fato que me chamou a atenção foi a ausência do governador do Estado de São Paulo e também do prefeito da cidade. Onde estão os chefes executivos, eleitos por nós, que não manifestaram presença em um dos eventos mundiais mais importantes em nosso país? Difícil de compreender!

Assim terminou a abertura, com uma sensação geral do tipo: Acabou? Será que tem mais alguma coisa? Uma festa totalmente contrária do que nós somos. Seria uma tentativa de diminuir o Brasil perante o mundo? De mostrar que brasileiro é infeliz, que é um povo pobre de alma, que esse é o verdadeiro Brasil? Ah, mas a resposta viria logo na sequencia, no início do jogo de abertura, após a entrada dos jogadores em campo e após o Hino Nacional da Croácia. Foi começar a tocar nas caixas de som do estádio o Hino Nacional Brasileiro para todos pararem. Nesse momento todos os brasileiros se puseram em pé, os mais de 190 milhões começaram a cantar, em uníssono, uma das letras mais bonitas do mundo. As caixas de som logo se calaram, após exatos um minuto e sete segundos, o protocolo permite tocar apenas uma pequena parte, mas como se tivéssemos combinado, ninguém parou de cantar, todos continuaram em pé com o olhar erguido ao céu, cantando mais alto, mais forte, com mais energia. Essa corrente se uniu nos quatro cantos do nosso país, como se todos nós estivéssemos, naquele momento, através de nosso hino, colocando para fora toda a nossa vontade de um Brasil melhor, mais justo, mais honesto, menos corrupto. Todos sentiram os pelos do corpo arrepiarem, olhos marejaram de lágrimas, um calor percorreu os corpos e surgiu no ar, novamente, a esperança e a alegria que quase tiraram de nós. Avante Brasil!