Black Blocs, Polícia Militar e o Jornalismo: Um Nó na Cabeça do Cidadão!

Black Blocs

Esse fim de semana jantei com alguns amigos em um momento muito alegre e divertido. Durante o bate-papo, um deles me deixou perplexo ao afirmar, categoricamente, apoiar e achar correto as ações dos Black Blocs em depredar e destruir o patrimônio privado, no caso, agências e caixas eletrônicos do Banco Itaú. Consegui entender um pouco o porquê de algumas pessoas apoiar e outras não os Black Blocs.

Todos os outros assuntos da mesa desapareceram e ficamos, talvez, mais de uma hora debatendo o tema. Entre muitas idas e vindas, foi dito que o banco enriqueceu e se transformou na potencia que é através de corrupção e atos ilícitos. Disse que para isso havia a Justiça, que esse julgamento e veredito não poderiam ser dados por ele, por mim ou por qualquer outro que não tem provas para condenar ou absolver. Que o ato de vandalismo não podia ser defendido, que roubo, furto, assaltado  e violência não poderiam ser vistos como atos corretos, caso assim fosse, ele mesmo, meu amigo, poderia ser vítima da mesma situação, seu carro poderia ser destruído, sua casa invadida, seu patrimônio, que conseguiu criar com muito esforço e trabalho, desmoronar, expondo sua família, seu filho. Aos brados dos rebeldes: destrói o carro dele, vamos por fogo na casa dele, ele comprou isso com o dinheiro dos trabalhadores que foram demitidos das fábricas (ele é engenheiro e trabalha com implantação de software de automação). No final concordamos todos com a barbárie dos atos e que os mesmos devem ser contidos.

Agora pouco vi uma reportagem, em um jornal televisivo de grande audiência, sobre a prisão de dois possíveis integrantes dos Black Blocs. Familiares e advogados dos indivíduos dizendo que eles não têm nada haver com isso, os próprios afirmando que a prisão foi equivocada e o pior, a repórter induzindo os telespectadores a acreditarem que eles são inocentes e que a policia agiu com truculência e de maneira incorreta. Outro dia vi outra reportagem, do mesmo jornal criticando a falta de ação da Policia Militar de São Paulo, no ato de manifestação do MPL (Movimento Passe Livre) que, durante a comemoração de um ano da redução da tarifa de ônibus, destruíram cinco agências bancárias, duas lojas de carros de luxo e um veículo da imprensa. Lembro-me que uma das lideranças do MPL disse que, devido a aproximação da polícia, não conseguiram conter os manifestantes. Ora, ponha-me um nariz de palhaço para acreditar nisso! Veja bem, o mesmo jornal, um dia critica a falta de ação da PM e em outro critica a ação.

Baseado nisso, só posso chegar a uma conclusão: isso é uma estratégia utilizada por parte da imprensa. Cada dia ela defende um lado, um dia defende a PM, no outro os Black Blocs, e assim vai alternando, mantendo-se sempre dos dois lados, em momentos diferentes, dessa forma as pessoas sempre acreditarão em suas reportagens, pois quase sempre se lembrarão da reportagem que vai ao encontro de sua opinião e não o contrário.

Nesse jogo por conseguir manter o telespectador fiel a sua audiência, a cabeça do cidadão vai dando um completo nó, fica difícil discernir os fatos reais, e o principal papel dos jornalistas em informar a sociedade de forma imparcial vai ficando apenas no papel. Veja alguns artigos a seguir do Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros:

Art. 1° – O acesso à informação pública é um direito inerente à condição de vida em sociedade, que não pode ser impedido por nenhum tipo de interesse.

Art. 2° – A divulgação da informação, precisa e correta, é dever dos meios de divulgação pública, independente da natureza de sua propriedade.

Art. 3° – A informação divulgada pelos meios de comunicação pública se pautará pela real ocorrência dos fatos e terá por finalidade o interesse social e coletivo.

Art. 7° – O compromisso fundamental do jornalista é com a verdade dos fatos, e seu trabalho se pauta pela precisa apuração dos acontecimentos e sua correta divulgação.

Claro que isso não é tudo. Há muito mais envolvido na estratégia de limitar o cidadão, de dificultar seu raciocínio, sua capacidade de discernimento. Vamos ficar atentos, sempre que perceber duas posições diferentes no mesmo jornal, na mesma pessoa, no mesmo político, desconfie! Com certeza tem algum interesse escuso por trás de suas palavras.

 

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Forte abraço!

Christiano Cony

 

 

Falsos Paraplégicos, Falsos Idosos, Falsos Estudantes: Falsos Brasileiros!

cadeirantes jogo brasil 1

Vocês devem estar chocados com essa imagem que está circulando nas redes sociais. Pois bem, o que você faz para isso mudar?

Há tempos venho observando essas atitudes corroerem nosso país. A corrupção hoje é a maior endemia que esse país já sofreu. Tenho alguns exemplos que aconteceram comigo e irei citar apenas dois para não me estender.

Quando fui diretor de uma Unidade de Saúde Pública na Zona Sul de São Paulo, consegui em dois anos mudar completamente a realidade de saúde daquela região. Melhoramos a quantidade e qualidade dos atendimentos, ampliamos setores, entre muitas outras conquistas. Achei que por isso poderia alçar voos mais altos, fazer mais por aquela população afinal, as lideranças daquela sociedade me apoiavam e elogiavam o avanço na saúde que promovi. Resolvi lançar pré-candidatura a vereança da capital paulista e buscar, entre essas lideranças, apoio. Conversei com mais de 20, talvez 30 lideranças. As conversas eram sempre boas, com bastantes sorrisos nos rostos, mas quando o assunto era o apoio, vinha sempre a pergunta: “Ok doutor. Mas quanto o senhor vai me pagar? Sabe como é, eu tenho família para sustentar e é assim que eu ganho dinheiro!” Minha resposta era sempre a mesma: “Meu amigo, estou entrando nesse negócio para ajudar sua comunidade, se fosse para ganhar dinheiro eu te contrataria, mas como não é, só posso te prometer que estaremos juntos na luta do seu povo!” No final das contas, abandonei o projeto por ver que aquele não era o caminho que esperava encontrar.

Um segundo exemplo foi quando eu era diretor de uma Unidade de Saúde Pública, dessa vez na Zona Norte de São Paulo. Era o Dia “D” da Campanha de Vacinação Infantil, em um sábado, vacinávamos nesse dia aproximadamente 1.000 crianças, a Unidade ficava em festa. Na rua vários vendedores ambulantes se aproveitavam do fato e vendiam os mais diversos produtos que atraíam as crianças: pipocas, algodões-doces e bichinhos de pelúcia. Um vendedor prendeu diversos desses bichinhos com fita adesiva no muro da Unidade. Expliquei que, do portão para fora ele podia fazer o que quisesse, pois não cabia a mim proibi-lo, mas que usar o muro da Unidade como vitrine, isso eu não poderia permitir. Ele me chamou de canto e cochichou em meu ouvido: “Doutor, o senhor tem filhos? No final do dia eu te dou uns dois ou três bichinhos para levar para eles.” Claro que além de não aceitar a proposta fiquei assustado com tamanha cara de pau do cidadão, de cabelos brancos, em tentar me corromper.

Quanto aos corruptos das imagens da Arena São Paulo durante a Copa do Mundo, a 32ª DP Itaquera reuniu cerca de vinte e duas imagens de circuitos internos e dez imagens fornecidas por torcedores que presenciaram as cenas e vem investigando o caso desde então.

E você, se observar essas situações registrará e denunciará ou ficará de braços cruzados ou pior, irá fazer o mesmo se baseando no: “Se ele faz, eu também irei fazer, pois não sou idiota!” Não esqueçam que a mudança que todos nós almejamos para nosso país começa com nossas próprias ações. Você pode começar a ajudar compartilhando esse post, aumentando a consciência daqueles que te cercam, que tal?

Grande abraço a até a próxima!

Christiano Cony

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Para Aprender a Ganhar, Tem que Aprender Perder, Muito!

Imagem1É impressionante como algumas situações são praticamente iguais em diferentes setores. Parece que a vida tenta nos ensinar algumas coisas em todas suas interfaces. Ontem, após o empate do Brasil com o México cheguei a essa conclusão. Para ganharmos, precisamos aprender a perder, muito!

Pensemos na Copa do Mundo. São 32 times, ou seja, 32 países disputando um campeonato de futebol. Isso significa que 31 times irão perder a Copa do Mundo, enquanto apenas um sairá vitorioso. Isso sem pensar na quantidade de times que não conseguiram fazer parte desses 32 países, pois não conseguiram passar as eliminatórias.

Logo quando nascemos, ficamos praticamente na posição que a enfermeira nos coloca no leito do berçário. Depois o mesmo acontece quando nossa mãe nos posiciona. Com o passar do tempo começamos a rolar, depois engatinhar e, aí sim, começamos a ensaiar alguns passos. Quantos tombos será que tomamos até conseguir ter domínio completo da marcha? Foram muitas derrotas até chegarmos à vitória!

Depois vieram as atividades que desenvolvemos ao longo da infância. Judô, natação, balé, futebol, basquete, instrumentos musicais, entre outras. Até termos o domínio dessas atividades quantos golpes sofremos, dribles tomamos, quedas, falta de coordenação manual tirando músicas ruidosas dos instrumentos.

E a missão de entrar em uma faculdade? E se for pública? E se for os cursos mais disputados? A FUVEST em 2014 teve 172 mil candidatos disputando 11.157 vagas. São mais de 15 pessoas por vaga, ou seja, enquanto um ganha, 14 perdem. O curso de medicina teve mais de 58 candidatos por vaga e o de engenharia mais 50. Uma chance de 1,72% para entrar em medicina e 2% em engenharia.

Já pensou por que o 14bis tem esse nome? Acha que Santos Dumont era um grande gênio?  Ele fez o número um, tentou voar e não conseguiu.  Fez o número dois e não deu certo.  O número três também não decolou. E assim sucessivamente.  Na décima quarta tentativa quase deu certo. Voltou para o hangar, fez alguns ajustes e aí sim alcançou seu sonhado vôou. Foram quinze derrotas até atingir a vitória.

A maioria dos empreendedores multimilionários do mundo faliu antes de vencer. Henry Ford, fundador da Ford Motor, faliu em 1903, reergueu-se e acumulou uma fortuna de 188 bilhões de dólares. Donald Trump, incorporador de imóveis, faliu em 1990, e hoje possui fortuna de 3 bilhões de dólares. Walt Disney, fundador da Disney, faliu em 1921, reergueu-se e acumulou uma fortuna de 1,1 bilhões de dólares. H.J. Heinz, fundador da Heinz, faliu em 1875. George Foreman, boxeador e criador do Grill George Foreman, faliu em 1983, sua fortuna é de 300 milhões de dólares.

Portanto, meus amigos, se hoje você está perdendo, ou ao menos não atingiu sua sonhada vitória, saiba que você está aprendendo a ganhar, ou melhor, aprendendo a perder para depois ganhar. O importante é não desistir, continuar na luta, não esmorecer, ter certeza de que as derrotas fazem parte do processo e que, para atingir o sucesso é preciso cair, levantar, sacudir a poeira e continuar a andar. Cada vez que você levanta e anda um pouco mais a frente, mais perto você está da sua vitória.

Um grande abraço e rumo à vitória, sempre!

Christiano Cony

 

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Corpo de Bombeiros – Anjos Anônimos Salvam Vidas Reais!

bombeiros 2Uma de minhas atividades laborais é o atendimento de pacientes politraumatizados em ambiente intra-hospitalar. Desde o ano 2000, há mais de 14 anos, atuo na área da Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial. A Traumatologia, área que mais gosto, é exercida eminentemente em Pronto-Socorro atendendo pacientes vítimas dos mais variados traumas: motoristas, passageiros e pedestres envolvidos em acidentes de trânsito, quedas de bicicleta, skate, socos e pontapés em artes marciais, futebol, basquete e outros acidentes desportivos, quedas de escada, de laje e da própria altura, entre outros acidentes domésticos, vítimas de violência urbana como baleados, esfaqueados, espancados e por aí vai. A vítima chega ao Pronto-Socorro das mais variadas formas, algumas vezes vem trazida por familiares e amigos, outras vezes sozinha e, quando há maior gravidade no local do acidente, profissionais são acionados, através de uma central, para irem até o local prestar o primeiro atendimento à vítima e removê-la para o hospital. Esse tipo de atendimento é chamado de Pré-Hospitalar. Em nosso país, quem desempenha esse papel, na maior parte das vezes, é o Corpo de Bombeiros. Existem outras instituições que também prestam esse serviço como o SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), Resgates de rodovias sob concessão, entre outros. Mas é o Corpo de Bombeiros que faz essa interface conosco em mais de 95% dos casos de atendimento Pré-Hospitalar quando se trata de trauma. Eles chegam com o paciente passam o caso nos dando algumas informações de como foi o acidente, como a vítima foi encontrada, que condições, informam alguns sinais clínicos como frequência cardíaca, respiratória, quais lesões foram visualizadas, entre várias outras informações que forem necessárias. A vítima vem deitada sobre uma prancha rígida, com colar cervical e imobilizada para evitar maiores danos caso haja trauma raquimedular (coluna), com compressas se houver sangramentos, com imobilizações em membros se for o caso, entre outros procedimentos que necessitarem utilizar para minimizar os danos do trauma ou mesmo manter a vitima em condições de vida até o inicio do atendimento intra-hospitalar, onde haverá mais condições de atendimento com equipe composta de diversas especialidades de trauma, exames avançados, centro cirúrgico preparado para iniciar a qualquer momento uma cirurgia de emergência entre outras ações que se pode utilizar para salvar a vida de alguém.

Nesse final de semana estava em uma festa de aniversário de uma amiga. Próximo às duas horas da manhã do domingo, em um movimento mal executado na escada de sua casa, a própria aniversariante tropeço e despencou de uma altura próxima a dois metros. Ao ouvir os gemidos, rapidamente cheguei ao local. Ela estava deita, reclamando de dor na cabeça e ombro direito e uma poça de sangue se formava ao redor de sua cabeça. Rapidamente fiz o que havia de ser feito, nada demais, apenas procedimentos simples baseados em um protocolo norte americano chamado BLS, Basic Life Support, conhecido por nós como primeiros socorros. Esse protocolo nada mais é do que um atendimento sistematizado do politraumatizado que qualquer pessoa pode facilmente aplicar, não precisa ser profissional de saúde, basta ser treinado para isso. Esse atendimento pode fazer toda a diferença entre a vítima sobreviver ou morrer! Em alguns países as pessoas são treinadas para isso desde a infância na escola. Fiz contato com o Corpo de Bombeiros através do telefone 193 (tenha esse telefone anotado, a qualquer momento poderá ser útil) e em menos de 10 minutos a Unidade de Resgate (UR) chegou ao local. Rapidamente, com muita destreza e uma capacidade profissional admirável, conduziram a vítima ao interior da UR e passaram o caso para Central a fim de saber para onde a vítima deveria ser conduzida. Esse passo é extremamente necessário, pois existem diferentes complexidades e necessidades nos diferentes traumas. Essa orientação da Central informará qual hospital a vítima deverá ser encaminhada para ter o melhor atendimento dentro das necessidades específicas. Saímos em direção ao Pronto-Socorro indicado pela Central que, por acaso, era onde eu trabalhava também. Chamou-me a atenção o carinho do bombeiro com a vítima, durante todo o percurso ele foi acalmando a vítima, não protocolarmente, mas com carinho que vinha do coração. Chegando, passou o caso para o cirurgião geral de plantão e saíram para mais um atendimento Pré-Hospitalar.

Por trabalhar constantemente com eles, nessa interface, sempre elogiei e admirei o trabalho desses profissionais. Após estar envolvido, diretamente, desde o início quando liguei para acioná-los, até o final do atendimento quando da passagem do caso no pronto-socorro, reafirmo, com mais precisão e convicção, que essa corporação deve ser motivo de orgulho para toda nação brasileira.

Deixo aqui o meu agradecimento a essa Corporação e o reconhecimento de que, enquanto esses anjos anônimos estiverem nas ruas, haverá esperança as vidas reais!

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Abertura da Copa do Mundo – Nosso Povo, Nosso Orgulho!

hino copaCreio que quase todos os brasileiros pararam suas atividades rotineiras ontem, para assistir a abertura da Copa do Mundo e o jogo de estreia da Seleção Canarinho.

Todos esperávamos uma cerimônia de abertura em grande estilo. Se há algumas coisas que o Brasil se sobressai em relação ao resto do mundo são festa e futebol. Muitos podem ver isso como um defeito, um problema, mas creio que não. Acho, realmente, que a alegria e boa energia do nosso povo geram essas grandezas em nosso país. Vimos uma cerimônia muito aquém da nossa capacidade, uma festa “meio murcha”, com poucos bailarinos compondo as coreografias. Quando as câmeras abriam o ângulo, nos trazendo as imagens como as que os espectadores presentes no estádio viam, víamos muito espaço vazio, nos trazendo um aspecto de “feito nas coxas”. Qualquer carnavalesco faria uma festa maravilhosa para os quatro cantos do mundo curtir e elogiar.

O ponta pé inicial que foi, ou deveria ser, o mais emocionante de todas as Copas do Mundo ficou ofuscado. A FIFA não permitiu que déssemos a importância devida a grandeza do projeto, cedeu apenas 29 segundos para que Juliano Dias, paraplégico, entrasse em campo e executasse o chute e, pela complexidade da situação, acabou saindo como vimos. “Ninguém fez uma demonstração em 29 segundos de robótica. Isso não existe em lugar nenhum do mundo. Foi um esforço dramático de todas essas pessoas que estão aqui. E nós realizamos em 16.” Desabafou o gigante brasileiro Dr. Miguel Nicolelis que desenvolveu o equipamento e permitiu que um paraplégico chutasse uma bola!

O show final da abertura contou com mais uma gigante brasileira. Cláudia Leite levantou o Brasil com seu entusiasmo e alegria e, dessa vez, ofuscou os músicos estrangeiros que inclusive, titubearam em abandonar o compromisso com o evento dias antes, como se o Brasil não fosse digno deles.

A ausência do discurso oficial de abertura, sempre realizado pelo chefe de estado e pelo presidente da FIFA, também surpreendeu a nós e ao mundo. Mesmo que a presidente, por questões políticas, optasse por não discursar, seu substituto, o vice-presidente Michel Temer, ou o substituto do substituto, o presidente da Câmara dos Deputados Henrique Eduardo Alves deveria fazê-lo. Outro fato que me chamou a atenção foi a ausência do governador do Estado de São Paulo e também do prefeito da cidade. Onde estão os chefes executivos, eleitos por nós, que não manifestaram presença em um dos eventos mundiais mais importantes em nosso país? Difícil de compreender!

Assim terminou a abertura, com uma sensação geral do tipo: Acabou? Será que tem mais alguma coisa? Uma festa totalmente contrária do que nós somos. Seria uma tentativa de diminuir o Brasil perante o mundo? De mostrar que brasileiro é infeliz, que é um povo pobre de alma, que esse é o verdadeiro Brasil? Ah, mas a resposta viria logo na sequencia, no início do jogo de abertura, após a entrada dos jogadores em campo e após o Hino Nacional da Croácia. Foi começar a tocar nas caixas de som do estádio o Hino Nacional Brasileiro para todos pararem. Nesse momento todos os brasileiros se puseram em pé, os mais de 190 milhões começaram a cantar, em uníssono, uma das letras mais bonitas do mundo. As caixas de som logo se calaram, após exatos um minuto e sete segundos, o protocolo permite tocar apenas uma pequena parte, mas como se tivéssemos combinado, ninguém parou de cantar, todos continuaram em pé com o olhar erguido ao céu, cantando mais alto, mais forte, com mais energia. Essa corrente se uniu nos quatro cantos do nosso país, como se todos nós estivéssemos, naquele momento, através de nosso hino, colocando para fora toda a nossa vontade de um Brasil melhor, mais justo, mais honesto, menos corrupto. Todos sentiram os pelos do corpo arrepiarem, olhos marejaram de lágrimas, um calor percorreu os corpos e surgiu no ar, novamente, a esperança e a alegria que quase tiraram de nós. Avante Brasil!

Copa do Mundo 2014

copa-do-mundo

Que sujeito de sorte sou eu. Começar esse Blog no dia 12/06/2014, um momento histórico para nós brasileiros, o inicio da Copa do Mundo 2014 no nosso país! Já li tanto a respeito da Copa, pessoas criticando, outras elogiando, alguns lutando contra, outros tentando animar os brasileiros para a grande festa.

Há no ar uma excitação contida na grande maioria. A cada minuto que se aproxima da abertura, essa excitação aumenta  e fica cada vez mais visível, como um casal que começa trocando alguns olhares tímidos em uma festa e, conforme conversam, descobrem afinidades em comum. A excitação vai aumentando.

Eu não tenho dúvidas que a Copa do Mundo será uma festa bonita e alegre. Nós somos felizes e alegres e isso não significa que somos idiotas. Acho ótimo que a conscientização do povo brasileiro em relação a como ele quer que o país seja conduzido tenha despertado. É claro que esse despertar não é repentino. No início de qualquer despertar há um momento de torpor, uma falta de clareza, uma incerteza do que realmente está acontecendo e como devemos seguir ou agir. Temos a certeza que o despertar chegou, agora é só uma questão de assimilarmos esse despertar para avançarmos nosso querido país.

Vamos colorir nossas roupas, nossas casas, ruas e avenidas. Vamos colorir o Brasil com as cores que ele sempre teve. Não vamos deixar o despertar torná-lo cinzento. Vamos fazer a Grande Festa, vamos mostrar ao mundo que apesar dos pesares nós somos sim um povo alegre, um povo feliz, um povo capaz de sorrir nas adversidades. Vamos receber os turistas estrangeiros como gostamos de ser recebidos quando vamos à casa do nosso vizinho ou parente. Vamos mostrar ao mundo que o Brasil é sim o país do futuro e que em breve, com a nossa conscientização, iremos dar um jeito em arrumar a casa.

No brasão da cidade de São Paulo está escrito “Non dvcor dvco” que significa “Não sou conduzido, conduzo”. É exatamente essa a sensação que tenho em relação ao futuro do nosso país. Nós não aceitaremos mais sermos conduzidos, nós iremos, cada vez mais, participarmos ativamente dessa condução.

Uma boa Copa do Mundo a todos, comemorem com alegria e discernimento, e que vença o melhor!

Bem vindos!

Após algum tempo de insistência de muitos de vocês, meus amigos, tiro o projeto do papel e o transformo em realidade. É com grande prazer e entusiasmo que inicio esse blog. Aqui minhas ideias, opiniões e percepções serão automaticamente organizadas e o mundo inteiro terá acesso a elas, basta você compartilhar e divulgar. Todos poderão opinar, criticar, fornecer a nós um ponto de vista totalmente contrário ou concordar, aliás, é exatamente isso que queremos: discussão saudável. Sejam muito bem vindos, esse espaço é nosso!

Nascido e criado, talvez na cidade mais complexa do Brasil, São Paulo. Foi estimulado desde a infância a perceber ao seu redor as grandes diferenças sociais que arrebatam nossa sociedade. Com essa visão humanista, foi fazer Odontologia com o objetivo de ajudar a diminuir o sofrimento humano. Fez residência em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial destacando-se no atendimento de pacientes graves, vítimas de traumas e infecções, em prontos-socorros públicos. Iniciou-se na gestão de saúde pública na região de Parelheiros onde os recursos são ainda mais escassos do que no resto da cidade. Passou por várias outras situações na gestão pública, sempre coroado com êxito, por fazer avançar o Sistema Público de Saúde por onde passou. Hoje exerce consultoria no nível estratégico e tático, em diversas interfaces, além de administrar contratos estabelecidos. Fez mestrado na Unifesp em Ciências desenvolvendo ainda mais sua capacidade de oratória, aprendizado e ensino. Especializou-se em Gestão de Saúde e fez MBA compacto em Boston em Gestão Empreendedora. Formou assim sua percepção de mundo, crítico, analista, transitando por diferentes áreas que se complementam e, apesar do mundo tentar o contrário, sempre busca a visão otimista do todo. Dá-lhe as boas vindas: “Seja bem vindo meu estimado amigo, participe, escreva, opine, critique. Esse espaço é nosso!”