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Um Pessoa Feliz Vive Mais!

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Hoje a cirurgia foi protocolo de maxila para reabilitação com prótese total fixa. Foram oito implantes na maxila. Essa é uma das cirurgias que nos trás grande satisfação. Devolver dentes ao paciente, quase como os naturais, além de melhorar mastigação e fonação, aumenta muito a auto estima. Posso inclusive arriscar que aumenta os anos de vida. Uma pessoa feliz consigo mesma vive muito mais que aquelas tristes e cabisbaixas. Concordam? Então me mande um emotion sorrindo nos comentários! Emoticon smile Bom final de semana!

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Texto publicado dia 03 de outubro de 2015 na página do Blog no Facebook.

É apenas um morador de rua. Quem liga?

Morador de Rua mPlantão passado operamos esse homem, vítima da violência em que vivemos. Morador de rua, foi atingido no rosto por um facão em um golpe proferido por outra pessoa, outro ser humano, que tentava acertar seu cachorro. Isso mesmo, um ser humano tentava matar o cachorro do morador de rua que, por instinto, colocou-se entre seu cachorro e o facão para protegê-lo. Teve metade do rosto decepado. O nariz e o lábio superior ficaram pendurados por apenas um pedaço de músculo. Graças a Deus o atendemos em tempo de minimizar os danos e o risco de morte. O paciente passa bem e já se encontra em condição de alta hospitalar.

Desde que iniciei minha vida profissional em prontos-socorros públicos, há mais de 15 anos, algo me chamava  a atenção em relação aos moradores de rua. Muitas vezes via um ou outro entrando no pronto-socorro apenas para tomar banho e conseguir um prato de comida. Eu podia notar que aquele ser, morador de rua, sujo, com mau cheiro, com trapos cobrindo seu corpo ao invés de roupas, muitas vezes descalço, às vezes de chinelo, com os pés tão sujos que não dava nem para ver a cor da pele, unhas grandes, barba e cabelo grandes, sem brilho, com os fios grudados pela sujeira, os poucos dentes que sobravam na boca eram quase sempre todos estragados, esse ser humano que é quase sempre ignorado pela a sociedade, onde a maioria das pessoas atravessa a rua trocando de calçada, para não passar perto dele, quando chega ao pronto-socorro público é atendido como um cidadão. Passei então a enxergar o Pronto-Socorro público não apenas como um lugar que chegam doentes, mas sim como um lugar que chegam todos e quaisquer seres humanos. Inclusive moradores de rua, que quase sempre a sociedade esquece que ele também é um ser humano. Às vezes até ele mesmo esquece que é ser humano, vivendo em condições sub-humanas. Vejamos o que significa sub-humano no dicionário:  que está abaixo do que se considera humano. Ou seja, não humano, e se não é humano, é bicho!

Quando atendemos esse tipo de paciente, somos gratificados duas vezes, uma por atender e tratar a aflição da dor naquele momento como todos os outros pacientes, e outra por devolvê-lo a condição de humano, de lembrá-lo que ele é muito mais do que um morador de rua, lembrá-lo de que realmente é um ser humano! Assim ele é tratado por toda a equipe, até receber alta hospitalar, em condições muito melhores do que quando entrou, de banho tomado, barba feita, roupas  e tênis que as voluntárias sempre conseguem. Bem alimentado, bem nutrido, bem cuidado pela equipe de enfermagem, pelas nutricionistas do hospital, fisioterapeutas, enfim, é muito gratificante vê-lo ir embora do hospital não como um bicho em condições sub-humanas e sim como um ser humano!

Lembro-me de uma passagem da minha infância que faz uma ligação direta com o meu presente, aliás, devo muito do que sou hoje aos meus pais, que ensinaram a mim e minhas irmãs e fizeram questão de nos mostrar todas as facetas da vida, desde muito pequenos. Nós costumávamos ir até a Igreja das Almas, aqui em São Paulo, um sábado por mês. Na frente da igreja há uma escadaria e, naquela época, década de 80, muitos moradores de rua ficavam por lá. Nós acordávamos por volta das 3 horas da madrugada e, na cozinha de nosso apartamento começávamos a fazer lanches. Era pão de forma, com margarina, queijo e presunto. Embrulhávamos um a um em papel alumínio e depois colocávamos de volta nos mesmo saco que vinha o pão de forma. Enquanto isso meus pais iam preparando as garrafas térmicas, umas com café e leite e outras com café puro. Enchíamos o porta-malas do carro e saíamos próximo as 5:30 da manhã rumo à igreja. Lá distribuíamos os lanches e café com leite e garantíamos o café da manhã daqueles seres, ao menos uma manhã por mês. O que fazíamos era muito pouco perto de todas suas necessidades, mas fazíamos de coração e recebíamos em troca sorrisos de afeto e agradecimento.  Certa vez, num desses sábados, minha mãe me perdeu de vista entre as pessoas e desesperadamente começou a me procurar, quando finalmente me achou estava eu sentado no colo de uma das moradoras de rua papeando e comendo com ela sua marmita!

E você, será que ao passar por aquele morador de rua, que sempre está no seu caminho, perto da sua casa, perto do seu trabalho, será que você percebe a presença dele? Já olhou em seus olhos? Às vezes ele te olha apenas pensando em receber um bom dia! Já percebeu como é desagradável quando estamos no elevador e alguma pessoa entra e não nos olha nos olhos e muito menos nos oferece um bom dia?

Somos nós, e apenas nós, que podemos mudar o mundo em que vivemos, que podemos melhorar as relações interpessoais, que podemos tornar a vida mais leve e o mundo melhor. Tenho certeza que, assim como eu, você também quer essa transformação!

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Muito obrigado e um forte abraço do amigo,

Christiano Cony

A confiança no ser humano ainda existe!

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Hoje eu operei esse menininho. Dois aninhos de idade. Foi mordido por seu cãozinho de estimação. Segundo a mãe, ele foi mexer no rabo. Tinha dois ferimentos simples, mas bem próximo ao olho, alguns milímetros e poderia ter perdido a visão. No domingo eu estava em Paraty, cidade litorânea do estado do Rio de Janeiro, passeando com minha família e com meus sobrinhos, um deles com dois anos de idade também, quando fui atacado por cinco cachorros e sofri uma pequena mordida na perna. Na hora pensei: que bom que fui eu o atacado e não meus sobrinhos. Interessante esse fato ter acontecido há quatro dias atrás. Quando entrei na sala cirúrgica ele estava no colo da enfermeira, chorando. Podia imaginar o que passava na sua cabecinha: “O que estou fazendo aqui? Quem são essas pessoas? Por que meu cachorrinho fez isso comigo? Cadê minha mãe?”. Na hora lembrei do meu amado sobrinho e logo comecei a brincar com ele. Mostrei para ele nossa televisão diferente apontando o monitor sobre o carrinho de anestesia, depois acendi os refletores e falei pra ele que nossa luz era muito mais forte… Assim fomos nos entretendo até a indução anestésica. Durante o procedimento um pensamento invadiu minha mente: como os pais entregam seu filhinho de apenas dois anos, totalmente indefeso, a nossa equipe, na porta do centro cirúrgico, sem poder acompanhá-lo? Como podem confiar em estranhos? São nessas horas que, mesmo ganhando um salário vergonhoso, nós continuamos tendo vontade de estar naquele mesmo lugar, naquele exato momento, porque ali renasce a esperança na humanidade, no ser humano, no respeito e na confiança. Obrigado aos pais da criança por confiar à nós seu precioso tesouro e obrigado a Deus por me permitir vivenciar isso. Fica meu alerta aos pais: cuidado com crianças e animais de estimação, por mais dócil que seja, um dia que ele estiver com uma dor de barriga ou algum outro incômodo, a reação instintiva sempre falará mais alto.

Se você quer um mundo melhor, como eu também quero, curta nossa página e vamos juntos conscientizando as pessoas. Você pode e deve ajudar a melhor o mundo que vivemos!

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Obrigado 😉

Christiano Cony

CASOS DE HOSPITAL: HOJE EU TIVE UMA SORTE DANADA, CRUZOU O MEU CAMINHO O DR. MALFEITOR, SABE AQUELES DOUTORES-PROFESSORES-PÓS-GRADUADOS-NOS-ESTADOS-UNIDOS, POIS É, LEIA E DIGA SE CONCORDA COMIGO!

medico malfeitorPresto serviços em um hospital. O foco é Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial, ou seja, atendimento de traumas de face, infecções, patologias entre outros. Há exatamente uma semana atrás, me ligou o Dr. X (assim o chamarei por ser o pivô dessa situação que irei relatar) da Secretaria de Saúde, pedindo gentilmente se poderíamos operar um paciente de 13 anos, com paralisia cerebral e autismo, que estava com alguns dentes comprometidos lhe causando dores terríveis há algum tempo. A necessidade do atendimento hospitalar ocorre por precisar realizar os procedimentos sob anestesia geral, pois esse paciente não tem condições de ser tratado acordado. Na hora me prontifiquei a ajudar o paciente e assenti. Pedi então que me encaminhasse o paciente para que eu pudesse avaliar. O Dr. X relatou que eu não precisava me preocupar porque outro já havia avaliado (o tal do Dr. Malfeitor). Então lhe pedi desculpas e lhe disse que se o paciente não fosse avaliado por mim, eu não iria operá-lo, qualquer um que trabalha assumindo responsabilidade com pacientes sabe que ninguém indica um procedimento sem fazer uma avaliação, isso é óbvio até para o leigo. Aqui começam os absurdos dessa história.

Quando assumi essa postura, o Dr. X me falou que o Dr. Malfeitor iria fazer a sedação do paciente para eu operar. Disse que o Dr. Malfeitor é médico e cirurgião-dentista, que fez curso nos Estados Unidos, que foi professor universitário, que tem muita experiência com isso e mais alguns elogios. Respondi que era ótimo poder trabalhar com tão alto nível profissional, mas que não me levasse a mal, se eu fosse cuidar do paciente, podia o Papa ter avaliado o paciente, que mesmo assim eu também o avaliaria podendo indicar ou não o procedimento. Assim terminamos o primeiro capítulo dessa novela com o Dr. X dizendo que o Dr. Malfeitor iria me ligar. Três dias depois encaminhei uma mensagem para o Dr. X dizendo que ainda não havia recebido a ligação e que eu estava ficando preocupado porque, se o paciente estava em sofrimento por dor, o tempo estava passando sem a devida resolução do seu problema. Recebi a ligação do Dr. Malfeitor no dia seguinte.

O Dr. Malfeitor iniciou a ligação se apresentando e fez o seguinte comentário: – o Dr. X me falou que você (eu) está receoso para operar o paciente, o que está acontecendo? Nem preciso dizer que nessa hora meu sangue ferveu, mas me segurei e mantive o controle. – Não colega, sabe o que é, eu preciso avaliar o paciente antes de indicar uma cirurgia, preciso saber se está tudo bem, se tem indicação cirúrgica e se vamos colocá-lo na mesa (centro cirúrgico). Nessa hora ele disse que não iria por o paciente na mesa, que iria fazer isso com sedação na sala de emergência do pronto-socorro, que ele fez muitas vezes assim e que dava tudo certo. Informei-lhe que eu não iria fazer isso na sala de emergência por ter ambiente com melhor controle asséptico (contra infecção), que não havia necessidade de realizar isso nesse ambiente, pois tínhamos disponível ambiente mais indicado e que eu também não faria isso com o paciente sedado, sem controle das vias aéreas. O risco de se fazer um procedimento desse com o paciente sedado é o fato dele perder o reflexo de deglutição e tosse e, pelo fato de estarmos operando a boca, ou seja, com sangue na cavidade bucal, a qualquer momento o paciente pode aspirar (ir sangue para o pulmão) e colocar em risco sua vida. Há inclusive uma frase na anestesiologia que todos os anestesistas levam consigo: é mil vezes preferível uma anestesia (geral) leve do que uma sedação profunda! O Dr. Malfeitor ficou bravo e desligou o telefone.

Conversei novamente com o Dr. X, por telefone, e combinei de me encaminhar o paciente na segunda-feira, com todos os exames pré-operatórios e de imagem, para que eu avaliasse. Quando iniciei a consulta, para minha surpresa, não havia nenhum exame com o paciente. Liguei na hora para o Dr. X que me disse que os exames estavam na Secretaria de Saúde e que se eu pudesse esperar até o almoço ele me levaria. Nem preciso dizer que eu não podia esperar, né? Pedi para o paciente esperar na sala de espera, peguei meu carro e fui até a Secretaria de Saúde pegar os exames. Chegando fui recebido pelo Dr. X que começou a procurar os exames e foi logo me pedindo desculpas, mas só estava com a radiografia do paciente e que os outros exames estavam com o Dr. Malfeitor. Nesse momento lhe disse que o Dr. Malfeitor não precisava mais ir ao hospital, que eu iria solicitar anestesista da equipe para anestesiar o paciente, que tudo estava muito complicado e que a falta de respeito comigo e com o próprio paciente já havia passado dos limites. Ele me pediu, mais uma vez desculpas, mas o Dr. Malfeitor gostaria de continuar conduzindo o caso porque já tinha se comprometido com a família. Consenti mais uma vez, na tentativa de ainda manter a situação amigável, mas que o Dr. X falasse com o Dr. Malfeitor que iríamos fazer o procedimento no centro cirúrgico e sob anestesia geral. Ele disse para eu ficar tranquilo que tudo ocorreria dessa forma. Voltei para o hospital, preenchi o aviso de cirurgia no centro cirúrgico agendando-a para o dia seguinte, orientei o paciente e deixei pronta toda papelada para a internação.

Cheguei ao hospital cinco minutos antes do horário agendado, passei na enfermaria para ver o paciente e ele não estava lá. Perguntei ao pessoal da enfermagem e disseram que não haviam chamado do centro cirúrgico, achei estranho. Antes de ir para o centro cirúrgico fui ao pronto-socorro para avaliar um paciente que me aguardava e encontro o paciente sendo direcionado para a sala de emergência. Quando me aproximei veio a mim o Dr. Malfeitor se apresentando. Eu lhe disse que o centro cirúrgico já iria chamar o paciente. Nesse momento o Dr. Malfeitor começou a aumentar o tom de voz, no meio do corredor do pronto-socorro, na frente de vários outros pacientes, dos profissionais que lá trabalhavam. Disse que era um absurdo eu querer fazer isso no centro cirúrgico, que ele já fez varias vezes em sala de emergência, que fazia isso em consultório. Eu disse que não tem sentido fazer isso em uma sala contaminada e por o paciente em risco, sem proteção das vias aéreas. Perguntei-lhe o porquê dele não querer fazer no centro cirúrgico e ele me respondeu que não era anestesista, mas que foi professor universitário. Pedi que ele tivesse um pouco mais de educação e respeito por todos que estavam ali e que fossemos conversar em uma sala, ele virou as costas pra mim, falou pra mãe do paciente que eu era um péssimo profissional e foi embora. Pedi para mãe que tivesse um pouco de paciência, lhes encaminhei para enfermaria e disse que eu iria ver como conseguiríamos resolver a situação do seu filho, o paciente com dor!

Liguei para o Dr. X, pivô dessa história toda e quem insistiu para a situação chegar aonde chegou. Chamava e caia na caixa postal. Depois de insistir algumas vezes recebi uma mensagem informando que não podia falar naquele momento e que mais tarde me ligava. Estou esperando até agora. Isso era 13h30m. Fui falar com a anestesista para anestesiar o paciente, afinal ele estava em jejum desde as 5h:30m, aguardando a cirurgia, a mãe conseguiu folga no serviço para acompanhar o filho e eu não queria que eles fossem embora sem o problema resolvido. A Dra. tinha mais três anestesias para fazer e, após essas, faria a do nosso paciente, previsto para as 18h:00m. Aproveitei para ir almoçar. Quando retornei fui checar os exames do paciente, mas os mesmos não estavam lá, o Dr. Malfeitor levou embora! Fui conversar com a mãe que me falou que o RX de Tórax havia sido feito no hospital e que os outros exames ela havia tirado cópia de entregado na clínica que acompanha o paciente. Fui ao setor de radiologia do hospital para saber se eles ainda tinham a imagem da radiografia, para nossa sorte ainda estava lá. Depois corri na administração e pedi um endereço de email, pois a clínica escaneou os exames para encaminhá-los. Às 17h55m os exames chegaram no email da administração, imprimimos e fomos, finalmente para o centro cirúrgico cuidar do paciente. Terminamos a cirurgia às 19h15m, preenchemos a papelada, o paciente acordou super bem da anestesia e, após conversar com os familiares, às 19h:40m fui embora.

Como toda situação negativa sempre tem um lado positivo, voltei para casa pensando em tudo isso e agora agradeço ao Dr. Malfeitor ter agido dessa forma. Provavelmente, se tivesse realizado a cirurgia com ele, o resultado teria sido catastrófico, o paciente poderia estar em uma situação muito ruim e eu não iria me perdoar por ter aceitado isso. Não falo por estar acreditando no além ou em uma força sobrenatural (mesmo eu acreditando nisso), mas com toda essa história, todos os fatos e provas, a chance disso ter acontecido era muito grande, enorme!

E aí, concorda comigo que chamar esse sujeito de Dr. Malfeitor é super sutil?

Christiano Cony

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Falsos Paraplégicos, Falsos Idosos, Falsos Estudantes: Falsos Brasileiros!

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Vocês devem estar chocados com essa imagem que está circulando nas redes sociais. Pois bem, o que você faz para isso mudar?

Há tempos venho observando essas atitudes corroerem nosso país. A corrupção hoje é a maior endemia que esse país já sofreu. Tenho alguns exemplos que aconteceram comigo e irei citar apenas dois para não me estender.

Quando fui diretor de uma Unidade de Saúde Pública na Zona Sul de São Paulo, consegui em dois anos mudar completamente a realidade de saúde daquela região. Melhoramos a quantidade e qualidade dos atendimentos, ampliamos setores, entre muitas outras conquistas. Achei que por isso poderia alçar voos mais altos, fazer mais por aquela população afinal, as lideranças daquela sociedade me apoiavam e elogiavam o avanço na saúde que promovi. Resolvi lançar pré-candidatura a vereança da capital paulista e buscar, entre essas lideranças, apoio. Conversei com mais de 20, talvez 30 lideranças. As conversas eram sempre boas, com bastantes sorrisos nos rostos, mas quando o assunto era o apoio, vinha sempre a pergunta: “Ok doutor. Mas quanto o senhor vai me pagar? Sabe como é, eu tenho família para sustentar e é assim que eu ganho dinheiro!” Minha resposta era sempre a mesma: “Meu amigo, estou entrando nesse negócio para ajudar sua comunidade, se fosse para ganhar dinheiro eu te contrataria, mas como não é, só posso te prometer que estaremos juntos na luta do seu povo!” No final das contas, abandonei o projeto por ver que aquele não era o caminho que esperava encontrar.

Um segundo exemplo foi quando eu era diretor de uma Unidade de Saúde Pública, dessa vez na Zona Norte de São Paulo. Era o Dia “D” da Campanha de Vacinação Infantil, em um sábado, vacinávamos nesse dia aproximadamente 1.000 crianças, a Unidade ficava em festa. Na rua vários vendedores ambulantes se aproveitavam do fato e vendiam os mais diversos produtos que atraíam as crianças: pipocas, algodões-doces e bichinhos de pelúcia. Um vendedor prendeu diversos desses bichinhos com fita adesiva no muro da Unidade. Expliquei que, do portão para fora ele podia fazer o que quisesse, pois não cabia a mim proibi-lo, mas que usar o muro da Unidade como vitrine, isso eu não poderia permitir. Ele me chamou de canto e cochichou em meu ouvido: “Doutor, o senhor tem filhos? No final do dia eu te dou uns dois ou três bichinhos para levar para eles.” Claro que além de não aceitar a proposta fiquei assustado com tamanha cara de pau do cidadão, de cabelos brancos, em tentar me corromper.

Quanto aos corruptos das imagens da Arena São Paulo durante a Copa do Mundo, a 32ª DP Itaquera reuniu cerca de vinte e duas imagens de circuitos internos e dez imagens fornecidas por torcedores que presenciaram as cenas e vem investigando o caso desde então.

E você, se observar essas situações registrará e denunciará ou ficará de braços cruzados ou pior, irá fazer o mesmo se baseando no: “Se ele faz, eu também irei fazer, pois não sou idiota!” Não esqueçam que a mudança que todos nós almejamos para nosso país começa com nossas próprias ações. Você pode começar a ajudar compartilhando esse post, aumentando a consciência daqueles que te cercam, que tal?

Grande abraço a até a próxima!

Christiano Cony

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Para Aprender a Ganhar, Tem que Aprender Perder, Muito!

Imagem1É impressionante como algumas situações são praticamente iguais em diferentes setores. Parece que a vida tenta nos ensinar algumas coisas em todas suas interfaces. Ontem, após o empate do Brasil com o México cheguei a essa conclusão. Para ganharmos, precisamos aprender a perder, muito!

Pensemos na Copa do Mundo. São 32 times, ou seja, 32 países disputando um campeonato de futebol. Isso significa que 31 times irão perder a Copa do Mundo, enquanto apenas um sairá vitorioso. Isso sem pensar na quantidade de times que não conseguiram fazer parte desses 32 países, pois não conseguiram passar as eliminatórias.

Logo quando nascemos, ficamos praticamente na posição que a enfermeira nos coloca no leito do berçário. Depois o mesmo acontece quando nossa mãe nos posiciona. Com o passar do tempo começamos a rolar, depois engatinhar e, aí sim, começamos a ensaiar alguns passos. Quantos tombos será que tomamos até conseguir ter domínio completo da marcha? Foram muitas derrotas até chegarmos à vitória!

Depois vieram as atividades que desenvolvemos ao longo da infância. Judô, natação, balé, futebol, basquete, instrumentos musicais, entre outras. Até termos o domínio dessas atividades quantos golpes sofremos, dribles tomamos, quedas, falta de coordenação manual tirando músicas ruidosas dos instrumentos.

E a missão de entrar em uma faculdade? E se for pública? E se for os cursos mais disputados? A FUVEST em 2014 teve 172 mil candidatos disputando 11.157 vagas. São mais de 15 pessoas por vaga, ou seja, enquanto um ganha, 14 perdem. O curso de medicina teve mais de 58 candidatos por vaga e o de engenharia mais 50. Uma chance de 1,72% para entrar em medicina e 2% em engenharia.

Já pensou por que o 14bis tem esse nome? Acha que Santos Dumont era um grande gênio?  Ele fez o número um, tentou voar e não conseguiu.  Fez o número dois e não deu certo.  O número três também não decolou. E assim sucessivamente.  Na décima quarta tentativa quase deu certo. Voltou para o hangar, fez alguns ajustes e aí sim alcançou seu sonhado vôou. Foram quinze derrotas até atingir a vitória.

A maioria dos empreendedores multimilionários do mundo faliu antes de vencer. Henry Ford, fundador da Ford Motor, faliu em 1903, reergueu-se e acumulou uma fortuna de 188 bilhões de dólares. Donald Trump, incorporador de imóveis, faliu em 1990, e hoje possui fortuna de 3 bilhões de dólares. Walt Disney, fundador da Disney, faliu em 1921, reergueu-se e acumulou uma fortuna de 1,1 bilhões de dólares. H.J. Heinz, fundador da Heinz, faliu em 1875. George Foreman, boxeador e criador do Grill George Foreman, faliu em 1983, sua fortuna é de 300 milhões de dólares.

Portanto, meus amigos, se hoje você está perdendo, ou ao menos não atingiu sua sonhada vitória, saiba que você está aprendendo a ganhar, ou melhor, aprendendo a perder para depois ganhar. O importante é não desistir, continuar na luta, não esmorecer, ter certeza de que as derrotas fazem parte do processo e que, para atingir o sucesso é preciso cair, levantar, sacudir a poeira e continuar a andar. Cada vez que você levanta e anda um pouco mais a frente, mais perto você está da sua vitória.

Um grande abraço e rumo à vitória, sempre!

Christiano Cony

 

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Corpo de Bombeiros – Anjos Anônimos Salvam Vidas Reais!

bombeiros 2Uma de minhas atividades laborais é o atendimento de pacientes politraumatizados em ambiente intra-hospitalar. Desde o ano 2000, há mais de 14 anos, atuo na área da Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial. A Traumatologia, área que mais gosto, é exercida eminentemente em Pronto-Socorro atendendo pacientes vítimas dos mais variados traumas: motoristas, passageiros e pedestres envolvidos em acidentes de trânsito, quedas de bicicleta, skate, socos e pontapés em artes marciais, futebol, basquete e outros acidentes desportivos, quedas de escada, de laje e da própria altura, entre outros acidentes domésticos, vítimas de violência urbana como baleados, esfaqueados, espancados e por aí vai. A vítima chega ao Pronto-Socorro das mais variadas formas, algumas vezes vem trazida por familiares e amigos, outras vezes sozinha e, quando há maior gravidade no local do acidente, profissionais são acionados, através de uma central, para irem até o local prestar o primeiro atendimento à vítima e removê-la para o hospital. Esse tipo de atendimento é chamado de Pré-Hospitalar. Em nosso país, quem desempenha esse papel, na maior parte das vezes, é o Corpo de Bombeiros. Existem outras instituições que também prestam esse serviço como o SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), Resgates de rodovias sob concessão, entre outros. Mas é o Corpo de Bombeiros que faz essa interface conosco em mais de 95% dos casos de atendimento Pré-Hospitalar quando se trata de trauma. Eles chegam com o paciente passam o caso nos dando algumas informações de como foi o acidente, como a vítima foi encontrada, que condições, informam alguns sinais clínicos como frequência cardíaca, respiratória, quais lesões foram visualizadas, entre várias outras informações que forem necessárias. A vítima vem deitada sobre uma prancha rígida, com colar cervical e imobilizada para evitar maiores danos caso haja trauma raquimedular (coluna), com compressas se houver sangramentos, com imobilizações em membros se for o caso, entre outros procedimentos que necessitarem utilizar para minimizar os danos do trauma ou mesmo manter a vitima em condições de vida até o inicio do atendimento intra-hospitalar, onde haverá mais condições de atendimento com equipe composta de diversas especialidades de trauma, exames avançados, centro cirúrgico preparado para iniciar a qualquer momento uma cirurgia de emergência entre outras ações que se pode utilizar para salvar a vida de alguém.

Nesse final de semana estava em uma festa de aniversário de uma amiga. Próximo às duas horas da manhã do domingo, em um movimento mal executado na escada de sua casa, a própria aniversariante tropeço e despencou de uma altura próxima a dois metros. Ao ouvir os gemidos, rapidamente cheguei ao local. Ela estava deita, reclamando de dor na cabeça e ombro direito e uma poça de sangue se formava ao redor de sua cabeça. Rapidamente fiz o que havia de ser feito, nada demais, apenas procedimentos simples baseados em um protocolo norte americano chamado BLS, Basic Life Support, conhecido por nós como primeiros socorros. Esse protocolo nada mais é do que um atendimento sistematizado do politraumatizado que qualquer pessoa pode facilmente aplicar, não precisa ser profissional de saúde, basta ser treinado para isso. Esse atendimento pode fazer toda a diferença entre a vítima sobreviver ou morrer! Em alguns países as pessoas são treinadas para isso desde a infância na escola. Fiz contato com o Corpo de Bombeiros através do telefone 193 (tenha esse telefone anotado, a qualquer momento poderá ser útil) e em menos de 10 minutos a Unidade de Resgate (UR) chegou ao local. Rapidamente, com muita destreza e uma capacidade profissional admirável, conduziram a vítima ao interior da UR e passaram o caso para Central a fim de saber para onde a vítima deveria ser conduzida. Esse passo é extremamente necessário, pois existem diferentes complexidades e necessidades nos diferentes traumas. Essa orientação da Central informará qual hospital a vítima deverá ser encaminhada para ter o melhor atendimento dentro das necessidades específicas. Saímos em direção ao Pronto-Socorro indicado pela Central que, por acaso, era onde eu trabalhava também. Chamou-me a atenção o carinho do bombeiro com a vítima, durante todo o percurso ele foi acalmando a vítima, não protocolarmente, mas com carinho que vinha do coração. Chegando, passou o caso para o cirurgião geral de plantão e saíram para mais um atendimento Pré-Hospitalar.

Por trabalhar constantemente com eles, nessa interface, sempre elogiei e admirei o trabalho desses profissionais. Após estar envolvido, diretamente, desde o início quando liguei para acioná-los, até o final do atendimento quando da passagem do caso no pronto-socorro, reafirmo, com mais precisão e convicção, que essa corporação deve ser motivo de orgulho para toda nação brasileira.

Deixo aqui o meu agradecimento a essa Corporação e o reconhecimento de que, enquanto esses anjos anônimos estiverem nas ruas, haverá esperança as vidas reais!

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Copa do Mundo 2014

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Que sujeito de sorte sou eu. Começar esse Blog no dia 12/06/2014, um momento histórico para nós brasileiros, o inicio da Copa do Mundo 2014 no nosso país! Já li tanto a respeito da Copa, pessoas criticando, outras elogiando, alguns lutando contra, outros tentando animar os brasileiros para a grande festa.

Há no ar uma excitação contida na grande maioria. A cada minuto que se aproxima da abertura, essa excitação aumenta  e fica cada vez mais visível, como um casal que começa trocando alguns olhares tímidos em uma festa e, conforme conversam, descobrem afinidades em comum. A excitação vai aumentando.

Eu não tenho dúvidas que a Copa do Mundo será uma festa bonita e alegre. Nós somos felizes e alegres e isso não significa que somos idiotas. Acho ótimo que a conscientização do povo brasileiro em relação a como ele quer que o país seja conduzido tenha despertado. É claro que esse despertar não é repentino. No início de qualquer despertar há um momento de torpor, uma falta de clareza, uma incerteza do que realmente está acontecendo e como devemos seguir ou agir. Temos a certeza que o despertar chegou, agora é só uma questão de assimilarmos esse despertar para avançarmos nosso querido país.

Vamos colorir nossas roupas, nossas casas, ruas e avenidas. Vamos colorir o Brasil com as cores que ele sempre teve. Não vamos deixar o despertar torná-lo cinzento. Vamos fazer a Grande Festa, vamos mostrar ao mundo que apesar dos pesares nós somos sim um povo alegre, um povo feliz, um povo capaz de sorrir nas adversidades. Vamos receber os turistas estrangeiros como gostamos de ser recebidos quando vamos à casa do nosso vizinho ou parente. Vamos mostrar ao mundo que o Brasil é sim o país do futuro e que em breve, com a nossa conscientização, iremos dar um jeito em arrumar a casa.

No brasão da cidade de São Paulo está escrito “Non dvcor dvco” que significa “Não sou conduzido, conduzo”. É exatamente essa a sensação que tenho em relação ao futuro do nosso país. Nós não aceitaremos mais sermos conduzidos, nós iremos, cada vez mais, participarmos ativamente dessa condução.

Uma boa Copa do Mundo a todos, comemorem com alegria e discernimento, e que vença o melhor!

Bem vindos!

Após algum tempo de insistência de muitos de vocês, meus amigos, tiro o projeto do papel e o transformo em realidade. É com grande prazer e entusiasmo que inicio esse blog. Aqui minhas ideias, opiniões e percepções serão automaticamente organizadas e o mundo inteiro terá acesso a elas, basta você compartilhar e divulgar. Todos poderão opinar, criticar, fornecer a nós um ponto de vista totalmente contrário ou concordar, aliás, é exatamente isso que queremos: discussão saudável. Sejam muito bem vindos, esse espaço é nosso!